Setembro Amarelo: um alerta à nossa saúde mental

Setembro Amarelo: um alerta à nossa saúde mental

27 de setembro de 2019 Sem categoria 0
Setembro Amarelo

Setembro ganha uma cor especial em valorização à vida.

O amarelo ilumina este mês e nos alerta para que tenhamos a chance de refletir e participar de ações que deixam ainda mais evidente a necessidade de falar sobre suicídio e, de uma forma mais ampla, de saúde mental.

O que é o Setembro Amarelo?

Setembro Amarelo é uma campanha do Centro de Valorização da Vida que, desde 2015 busca trazer o diálogo sobre o suicídio para a sociedade buscando a conscientização e a prevenção.

No mundo todo, aproximadamente, uma pessoa tira a própria vida a cada 40 segundos. Só no Brasil, o suicídio é a quarta causa mais comum de morte entre jovens.

Falar sobre suicídio é importante. É uma questão de saúde pública e é extremamente necessário.

Analisando os dados sobre suicídio

Estudos apontam que 90% dos suicídios poderiam ter sido evitados com ajuda psicológica. A maioria deles é causada por doenças mentais que não são tratadas, pois muitas pessoas não conseguem reconhecer que precisam de tratamento.

Aproximadamente 60% das pessoas que morrem por suicídio não buscaram ajuda.

Já pensou se isso se aplicasse a outras doenças? Imagine se 60% das pessoas com fraturas não fosse ao médico ou se 60% dos pacientes com apendicite não se tratasse. Precisamos entender que a saúde mental é um tabu que precisa ser quebrado.

Cerca de 17% dos brasileiros já pensaram seriamente em suicídio. Destes, 4,8% já elaboraram um plano para isso.

O objetivo do mês de prevenção do suicídio é conscientizar as pessoas deste problema tão grave, que tira tantas vidas todos os anos.

O Setembro Amarelo é um mês de diálogo. É um mês que busca criar conversas sobre o assunto, deixar as pessoas que sofrem com pensamentos suicidas saberem que elas não estão sozinhas e que a morte não é solução.

Mas, como surgiu o Setembro Amarelo?

A cor amarela é usada para representar o mês da prevenção do suicídio por causa de Dale Emme e Darlene Emme. O casal foi o início do programa de prevenção de suicídio “fita amarela”, ou “Yellow Ribbon” em inglês.

Em 1994, Mike Emme, filho do casal, com 17 anos, cometeu suicídio.

Mike era conhecido por sua personalidade caridosa e por sua habilidade mecânica. Restaurou um Mustang 68 e o pintou de amarelo. Entretanto, ele tirou sua vida.

No dia do funeral, uma cesta de cartões com fitas amarelas presas a eles estava disponível para quem quisesse pegá-los. Os 500 cartões e fitas foram feitos pelos amigos de Mike e possuíam uma mensagem: Se você precisar, peça ajuda.

Os cartões se espalharam pelos Estados Unidos. Em poucas semanas começaram a aparecer ligações. Diversas cartas chegavam de adolescentes buscando ajuda.

A fita amarela foi escolhida como símbolo do programa que incentiva aqueles que têm pensamentos suicidas a buscar ajuda.

Em 2003 a OMS instituiu o dia 10 de setembro para ser o Dia Mundial da Prevenção do Suicídio, e o amarelo do Mustang de Mike é a cor escolhida para representar este sentimento.

Você também pode ajudar alguém

Estudos comprovam que a depressão está associada aos casos de suicídio. Mas, por ser uma doença sutil e silenciosa – muitas vezes a própria pessoa em sofrimento não consegue reconhecer que está doente.

Nos relatos, notam-se sintomas comuns como: alternância constante de humor, excesso de sonolência somada à dificuldade de dormir bem, repetição incessante de pensamento pessimista e de desesperança, isolamento social, dores de cabeça ou problemas digestivos que não aliviam mesmo com tratamento, entre tantos outros.

Aliás, a depressão não é sinônima de tristeza ou alegria. Ela incapacita pessoas pela falta de energia vital, que pode ser inibida pelas obrigações que sentimos em nosso dia a dia – como o trabalho.

Por isso, ao perceber estes pequenos sinais de alerta, algumas atitudes podem ajudar.

Escute

Encontre lugar apropriado e particular e escute o que a pessoa tem para falar. Deixe-a saber, que você está lá para ouvir e apoiar.

Este não é o momento para oferecer soluções práticas, mas sim para escutar e estar lá pela pessoa, dando a ela a certeza de que ela não está sozinha.

Incentive-a a busca ajuda profissional

Abrir-se com alguém próximo é um primeiro passo importante, mas a ajuda profissional faz grande diferença e é onde será possível iniciar um tratamento.

Ofereça-se para acompanhar a pessoa em uma consulta.

Mantenha o contato

Acompanhe a pessoa, mantenha o contato e fique por perto. Esteja lá para a pessoa e a apoie em sua doença e tratamento.

Em caso de crises

Se você acha que a pessoa está em perigo de se machucar no momento, entre em contato com profissionais de emergência e busque atendimento, ou consulte um familiar da pessoa para que ela fique segura.

Seja protagonista em sua história!

Não existe uma maneira certeira de se identificar alguém em uma crise suicida, mas detectar estes avisos pode ser a diferença entre a vida e a morte.

A Sensis deu início ao seu projeto diante desse cenário: acreditar no protagonismo das pessoas em sua própria vida e na empatia com quem está ao seu lado precisando de ajuda.

Pensar no autocuidado, ter um olhar para dentro de si mesmo e, a partir desse autoconhecimento, buscar auxílio quando algo não vai bem são formas de evitar atitudes extremas.

E lembre-se, reconhecer nossas fraquezas também é uma forma de percorrer uma trajetória de consciência e de transformação interna e positiva. Olhe para dentro de si e entenda o que você está precisando neste momento.

 

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