Praticando a consciência sobre nosso comportamento alimentar

Praticando a consciência sobre nosso comportamento alimentar

16 de agosto de 2019 Sem categoria 0
consciência sobre nosso comportamento alimentar

Cada vez mais as pessoas estão em busca de ser e se manter saudável, mas o caminho escolhido nem sempre é o mais assertivo.

Pesquisas apontam que a alimentação e os exercícios físicos são fundamentais para a manutenção da saúde física e mental.

Mas então, porque muitas vezes se torna difícil buscar um equilíbrio entre a alimentação, corpo, e mente saudável, que possam contribuir com a nossa qualidade de vida?

Nesse artigo falaremos sobre os conceitos associados ao comportamento e ao hábito alimentar, e como a sua rotina pode ser impactada pela alimentação.

O que é comportamento alimentar?

Segundo o Conselho Federal de Nutrição, o comportamento alimentar é um conjunto de ações relacionadas ao alimento, que envolve desde a escolha até a ingestão, bem como tudo a que ele se relaciona.

Já o hábito alimentar é a resposta do indivíduo frente ao alimento, sendo caracterizado pela repetição desse ato.

Fica evidente que o comportamento alimentar promove o hábito e, por se tratar de conceitos interligados e complementares, o entendimento dos dois significados e de suas diferenças é fundamental.

Trata-se de algo complexo, pois comer é um ato social que vai além das necessidades básicas de alimentação, indispensável ao desenvolvimento vital, comum a todo ser humano.

O ato de alimentar-se também está associado com as relações sociais, as escolhas inseridas em cada indivíduo através de gerações e as sensações proporcionadas pelos sentidos.

No momento da alimentação o indivíduo busca atender suas necessidades fisiológicas e hedônicas (prazerosas). E isso não é definido a partir do indivíduo como algo único, mas sim a partir de suas relações com o meio também.

Quais fatores influenciam a nossa alimentação?

Com base em pesquisas recentes existem diversos fatores que podem influenciar os nossos sentimentos acerca da alimentação, bem como o nosso comportamento alimentar, tais como:

  • Fatores culturais (sociedade e país onde nos integramos);
  • Fatores sociais (estilo de vida, padrões alimentares, características do grupo social mais próximo, mídia, padrões de peso);
  • Fatores econômicos (escolaridade e renda);
  • Fatores familiares (educação alimentar, estilo alimentar da família, histórico de excesso de peso);
  • Fatores individuais (estilo de resolução de conflitos, capacidade de regulação emocional, características metabólicas, significado atribuído à comida).

Qual impacto das emoções no comportamento alimentar?

Em nossa conversa com a nutricionista Fernanda Máris Furtado(CRN 4993), constatamos que: “A alimentação possui uma relação direta com nossas emoções. Nos alimentamos não só por necessidades físicas, mas também para suprir necessidades emocionais – aconchego, prazer, calma, energia, etc”. Para acompanhar matéria na íntegra, acesse aqui.

A comida conforta, e este efeito reconfortante está presente em quase todas as fases da vida e culturas.  E a fome começa, então, a surgir quando determinada situação se apresenta e o que comanda o comportamento de ingestão alimentar, nesses casos, são as emoções e não as necessidades nutricionais.

Este tipo de padrão alimentar enquadra-se no que chamamos de fome emocional. Uma fome que não tem ligação com a sustentação da vida, que não surge por sinais fisiológicos (fome real).

Essa fome emocional, como o próprio nome diz, se relaciona fortemente a fatores psicológicos podendo constituir uma estratégia para lidar com o cansaço e stress ou um mecanismo de compensação face a emoções negativas.

O problema principal advém da repetição destes episódios de ingestão alimentar, sendo que o prazer e bem-estar associados ao alimento, rapidamente dão lugar a sentimentos de culpa e arrependimento, tendendo a repetir-se o mesmo padrão numa situação futura de tristeza e ansiedade, por exemplo.

Por outro lado, podemos encontrar um padrão de alimentação emocional baseado na restrição. Nestes casos, as emoções levam à diminuição de ingestão de comida na tentativa de encontrar controle ou poder, sendo a fome física ignorada.

Fatores de risco e de proteção relacionados à alimentação

Podem, igualmente, no início, surgir sentimentos de bem-estar associados ao controle absoluto da alimentação, mas, com o passar do tempo, surgem às consequências físicas e psicológicas, uma vez que o corpo não tem as suas necessidades básicas asseguradas.

Existem fatores de risco que nos deixam mais suscetíveis a iniciar uma alimentação emocional. Listamos alguns:

  • A dificuldade em identificar, reconhecer e descrever estados emocionais (estresse, tristeza, euforia);
  • Um baixo nível de consciência das variações internas do nosso corpo (fome, sede, atividades intensas, etc.);
  • Dificuldade em correlacionar sentimentos com sensações físicas;
  • Alimentação irregular.

Por outro lado, existem os fatores de proteção que podemos promover:

  • Inclusão de momentos de prazer no nosso dia-a-dia não relacionados com a comida, mas passíveis de gerar a liberação de substâncias prazerosas no cérebro (prática de exercício físico, estar com pessoas de quem se gosta, hobbies prazerosos como ouvir música, fazer dançar, ler);
  • Autoconsciência do impacto físico que certas emoções provocam, como, por exemplo, prazo apertado para terminar um trabalho, que gera preocupação, sensação física de tensão muscular nas costas, etc.;
  • Capacidade de relaxar e se autorregular (exercícios de respiração, mindfulness, yoga).

Atente-se ao seu comportamento alimentar

Como vimos anteriormente, nossas escolhas alimentares podem estar relacionadas a diversos fatores. E, ter consciência sobre a influência destes pode te ajudar na reflexão de padrões, no autocuidado, e no controle de sua vida.

Se você busca por auxílio e conhecimento neste assunto, conheça a palestra Comer Sem Culpa Nem Desculpas realizada pela Sensis em parceria com a nutricionista Fernanda Máris Furtado.

 

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