Hábito: a neurociência por trás da mudança

Hábito: a neurociência por trás da mudança

13 de setembro de 2019 Sem categoria 0
Hábito: a neurociência por trás da mudança

Se questionados, todos nós afirmamos que gostaríamos de mudar algo em nossas vidas. Por vezes parece mais fácil encontrarmos força ou motivação.

No entanto, pequenas mudanças, como os hábitos, acabam ficando para depois (para a segunda-feira ou para o mês seguinte, ou para quando “esta fase do projeto estressante terminar”, por exemplo).

Contudo, diante de tantas desculpas ou motivos pessoais, esse “depois” pode demorar mais que o esperado para ocorrer.

Vamos entender melhor nesse artigo como um hábito pode ser modificado e de que forma isso traz benefícios para sua vida.

O que é um hábito?

Os hábitos envolvem um diferente tipo de funcionamento do cérebro, em que não estamos antecipando e julgando ativamente, mas utilizando automaticamente um script previamente aprendido.

Formamos hábitos, para que o cérebro não fique sobrecarregado, tendo que tomar decisões em relação a cada comportamento que temos.

No entanto, os hábitos, muitas vezes, se tornam tão arraigados que continuamos fazendo-os, mesmo quando não nos beneficiemos mais com eles.

Assim, toda vez que você age da mesma maneira, um padrão neuronal específico é estimulado e se fortalece em seu cérebro. E esse padrão, afirma a neurocientista Carla Tieppo, está geralmente associado à área responsável pelas nossas emoções e, portanto, não racionalizamos essas atitudes.

Eliminar um hábito por si só é muito difícil. O que podemos fazer é substituí-lo por outro que nos recompense de forma tão significativa quanto o hábito que queremos modificar.

Como formamos os nossos hábitos?

Para entendermos como os hábitos são formados, David Rock, diretor do Neuroleadership Institute, nos conceitua os três componentes fundamentais para isso:

O primeiro ponto é o gatilho. É o click no cérebro que nos permite escolher qual o hábito mais adequado para usar e, então, poder entrar no modo automático.

O segundo ponto é a rotina. Se trata da sequência de atividades que vão caracterizar nossas ações como hábitos e como são percebidos por um observador. As atividades podem ser físicas, intelectuais ou emocionais.

E, fechando o ciclo de um hábito, existe a recompensa. Esse componente vem facilitar a prática do novo hábito, indicando ao cérebro se a sua sequência traz algum benefício e como podemos aproveitá-lo. Quanto mais se repete uma sequência de atividades, mais somos recompensados e mais automáticos nossos hábitos ficam.

A antecipação criada pelo gatilho, a persistência da rotina e o desejo pela recompensa formam, então, o hábito.

Mas o que acontece após a formação de um hábito?

O hábito, quando formado e incorporado ao nosso dia a dia, tem a capacidade de tirar o nosso poder racional de decisão.

Os fumantes são exemplos de que os hábitos nos dominam. É normal que, sempre após tomar um café, o fumante acenda um cigarro.

Quem fuma após o cafezinho não pensa conscientemente: “agora é hora do cigarro”. É hora do café, depois é a hora do cigarro. É automático.

E os hábitos estão presentes em todos os momentos do dia de qualquer pessoa, não só de quem desenvolve algum tipo de vício.

O nosso comportamento, as nossas escolhas e ações estão extremamente ligados aos hábitos, desde os exercícios físicos que praticamos, à nossa alimentação, nossas reações diante de situações de estresse como a preocupação com provas e exames. Ou seja, praticamente tudo a nossa volta é fruto de um hábito.

Perdendo hábitos e saindo do piloto automático

Na maioria dos casos, cultivamos bons hábitos. O problema são aqueles que mantemos e que interferem negativamente na saúde e na qualidade de vida.

Como já estão gravados na memória, mudá-los para começar uma nova rotina nem sempre é fácil. Ou seja, muitas vezes, a vontade consciente não é suficiente frente às reações e padrões automáticos do cérebro.

Isso explica, por exemplo, por que acordar cedo e ir à academia não parece uma boa ideia para o cérebro nas tentativas iniciais. Ele precisa, primeiro, aprender a fazer isso. E depois de alguma insistência, finalmente chega a recompensa: gosta do estímulo da endorfina liberada nos exercícios e forma, assim, um novo hábito.

Como o coaching pode auxiliar?

Trabalhar com um coach vai permitir que você tenha alguém que o ajude a:

  • Ter clareza sobre quais comportamentos realmente quer mudar;
  • Identificar quais são suas motivações internas e dar o suporte durante o processo de autoconhecimento;
  • Encontrar ferramentas que contribuam para a construção e sustentação de um plano de ação e facilitem a continuidade do aprendizado.

Como os hábitos estão conectados a diferentes setores em nossas vidas, os objetivos e metas pessoais podem variar desde mudanças no comportamento alimentar, relacionamentos, carreira, estilos de vida e outras áreas que afetam diretamente o nosso bem-estar, tais como o estresse e ansiedade.

O coaching deverá ser um trabalho em conjunto e de comprometimento de ambas as partes. Porém, o resultado final será a autonomia para as pessoas que decidem percorrer este caminho.

Cada pessoa tem a sua forma única de passar pelo processo de mudança. Não existe uma receita universal. Por isso, experimente o que funciona para você.

Se você busca por autoconhecimento ou deseja esclarecer algumas dúvidas, entre em contato com a Sensis ou deixe um comentário.

 

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