Esclarecendo 5 mitos sobre o Mindfulness

Esclarecendo 5 mitos sobre o Mindfulness

20 de setembro de 2019 Sem categoria 0
Esclarecendo 5 mitos sobre o Mindfulness

O mindfulness, também chamado de estado de atenção plena, é uma prática que tem se tornado cada vez mais popular. E diante da procura pela prática e do compartilhamento de informações, notamos o surgimento de algumas dúvidas e mitos.

Antes de tudo, vale reforçar a definição do mindfulness que é o estado mental que foca na capacidade de se concentrar nas experiências, atividades e sensações do momento presente.

Diferente da meditação, que trabalha com visualizações, o mindfulness é voltado a questões práticas, como a respiração e o ‘escaneamento corporal’ (reconhecer e sentir cada membro).

Para ajudar na compreensão sobre a prática da atenção plena, nos dedicamos a esclarecer as crenças mais comuns.

Os mitos sobre mindfulness

MITO #1: O mindfulness é indicado apenas para redução de estresse

Apesar de um dos programas de mindfulness, mais reconhecido em termos de efeitos terapêuticos e cientificamente avaliado, ter o nome de – Curso de Mindfulness para Redução de Estresse (Mindfulness-Based Stress Reduction Program – MBSR) – a verdade é que a aprendizagem inerente a este programa vai muito além da redução de estresse.

Os principais objetivos deste programa são a tomada de consciência da sua experiência interna – da mente, emoções e corpo – em relação a si próprio, aos outros e ao mundo externo.

Ao desenvolver a capacidade de notar o que acontece na sua mente, emoções e corpo em cada momento presente da sua experiência, você poderá notar uma redução de estresse e mais calma.

O MBSR é uma aprendizagem que lhe permite conhecer-se melhor, ser mais compassivo perante a realidade interna e externa da sua vida.

MITO #2: Preciso de muito tempo livre para praticar o mindfulness

Praticar a atenção plena não exige muito tempo, mas é preciso ter paciência e persistência. Em alguns casos será necessário à mudança de padrões para manter uma regularidade na prática diária e desenvolver a consciência plena do momento presente.

Quando o programa – que tem duração de 8 semanas – se   inicia, nota-se que o tempo psicológico é muito mais importante que o tempo cronológico, do relógio. Em uma prática, 20 minutos com atenção plena podem parecer horas ou passar muito rápido, dependendo de como estamos nos sentindo.

A questão da falta do tempo para praticar pode não ser um motivo real. Uma vez que podemos trabalhar a atenção plena durante alguns minutos por dia, seja ao acordar, a caminho do trabalho, durante uma refeição ou uma pausa no meio da tarde.

Além disso, se marcarmos tudo o que fazemos ao longo de um dia, veremos que sempre existe tempo. É só uma questão de escolha e priorização de atividades. E esse tempo é um investimento em você.

MITO #3: O mindfulness é meditação e meditação é mindfulness

Muitas pessoas pensam se tratar da mesma coisa, mas isso não é verdade.

Meditação é um termo abrangente que se refere a práticas que podem incluir visualizações, orações, mantras, recitações e outras. Ou, simplesmente, o ato de sentar e observar a própria respiração.

De acordo com a tradição budista, a meditação tem o objetivo de desenvolver a calma mental por meio de uma mente estabilizada. Uma vez atingida essa calma, é possível abrir caminho para a sabedoria e bondade inerentes a todo ser humano.

Já o mindfulness, ou atenção plena, pode-se dizer que é a base de todas as práticas meditativas. Ele é o foco no momento presente e, sem isso, o ato de meditar não é possível.

Como define Cheryl Jones, no Huffington Post, o estado de atenção plena pode ser praticado de duas maneiras: com a meditação e em eventos diários na vida. A meditação costuma envolver um foco na prática e pode ser feita andando, sentado ou deitado e leva, normalmente, de dez a 30 minutos.

O chamado “mindfulness informal” é o ato de pausar e notar o que acontece ao nosso redor e pode ser feito a qualquer momento. “Notamos a respiração, pensamentos, emoções e sensações”, diz Cheryl.  “Os praticantes são instruídos a andar com atenção plena, comer com atenção plena e fazer as suas tarefas com atenção plena”.

Em resumo, mindfulness é meditação, mas nem toda meditação é mindfulness. Não existe uma melhor que a outra. Deve-se levar em conta o objetivo de cada pessoa. Só assim é possível escolher qual prática levará aos resultados esperados.

MITO #4: O mindfulness é passivo

A atenção plena envolve estar no momento presente, para que possamos tomar as medidas adequadas para dada situação. Significa aprender a responder a situações estressantes, ao invés de reagir a elas.

Também envolve uma prática consistente. A atenção plena não é difícil. É apenas uma questão de entrar no hábito de realmente fazê-lo.

Portanto, podemos excluir a passividade no mindfulness. Assim como qualquer processo de mudança, praticar a atenção plena é ter você como protagonista de suas escolhas, consciência e plenitude.

MITO #5: O mindulness está ligado a religião e espiritualidade

É verdade que a meditação é frequentemente praticada por várias tradições espirituais, mas meditação não é uma religião. Dito isso, a meditação em si é não-sectária, não-religiosa e não-teísta. A prática do mindfulness é basicamente um treino mental que foi amplamente testado pela ciência clínica.

Os pesquisadores provaram muitos benefícios científicos da atenção plena em uma ampla gama de pacientes diferentes. Pacientes com estresse pós-traumático, TDAH, dentre outras questões, experimentaram melhorias com a prática de meditação. Novas pesquisas no campo da epigenética estão mostrando que a meditação pode afetar a expressão gênica.

Introduzir o mindfulness em sua rotina pode trazer muitos benefícios para sua saúde e para o seu autoconhecimento. E apenas as suas experiências podem predizer se você continuará praticando futuramente ou não.

Caso tenha curiosidade e queira iniciar a prática, aproveite e dê uma passadinha em nossa página de eventos.

 

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