As comprovações científicas dos benefícios do Mindfulness

As comprovações científicas dos benefícios do Mindfulness

7 de junho de 2019 Autonomia – Dicas Práticas Desenvolvimento Humano 0
Confira as comprovações cientificas do mindfulness

Diversas pesquisas e matérias indicam que grande parte da nossa vida acontece enquanto estamos no piloto automático. Isso acontece pois, a mente humana é treinada para transformar nossas atividades cotidianas em hábitos inconscientes e automáticos.

Correr no piloto automático nos leva a economizar calorias preciosas em cada pequena decisão e ação que fazemos, o que nos libera para fazer coisas mais importantes. 

O único problema com essa tendência é que muitas vezes formamos hábitos não muito benéficos que impedem nosso desenvolvimento pessoal.

Aprender a lidar com emoções é um motivo que leva muitas pessoas a procurarem auxílio da psicologia. Dentro do contexto dessa necessidade, o conceito de mindfulness ganhou destaque nas terapias comportamentais e cognitivas nas últimas décadas.

Mas, muitas pessoas ainda ficam em dúvida na hora de comprovar a eficácia do mindfulness. Esse tipo de treinamento é realmente desconhecido por uma parcela da população. Contudo, isso não significa que os benefícios não sejam verdadeiros.

Dedicamos esse conteúdo para explorar sobre experimentos e descobertas que comprovam o poder da técnica. Assim, você pode apostar na estratégia correta para aprimorar a sua saúde e o seu bem-estar de maneira integral.

O que as pesquisas recentes apontam sobre a Atenção Plena – Mindfulness?

Enquanto mindfulness está frequentemente associada a tradições filosóficas, na atualidade, pesquisas científicas apontam os benefícios da prática em diversos campos, como: o clínico, aconselhamento psicológico, neurociências, medicina, educação, no ambiente laboral e outros.

Há alguns anos, um estudo de Sara Lazar, neurocientista e professora assistente de psicologia na Harvard Medical School (HMS) e assistente de pesquisa em psiquiatria no Massachusetts General Hospital, foi a primeira a documentar que a meditação mindfulness pode mudar a massa cinzenta do cérebro, além de regiões cerebrais ligadas à memória, ao sentido do self e à regulação das emoções.

Uma nova pesquisa de Benjamin Shapero e Gaëlle Desbordes está explorando como a atenção plena pode ajudar a depressão. “Muitas pessoas não respondem às intervenções da linha de frente”, disse Benjamin Shapero, professor de psiquiatria da Harvard Medical School (HMS) e psicólogo do Programa de Pesquisa Clínica e Depressão do Hospital Geral de Massachusetts (MGH).

O pesquisador completa que a terapia comportamental cognitiva individual é útil para muitas pessoas; assim como medicamentos antidepressivos ajudam muitas pessoas. Porém, salienta que abordagens alternativas podem ser um caminho complementar interessante.

Shapero está trabalhando com Gaëlle Desbordes, instrutora de radiologia na HMS e neurocientista do Centro Martinos de Imagem Biomédica do MGH, para explorar uma abordagem alternativa: a meditação baseada em mindfulness.

O interesse de Desbordes no assunto origina-se da experiência pessoal. Ela começou a meditar como estudante de pós-graduação em neurociência computacional na Universidade de Boston, buscando alívio do estresse e da frustração da vida acadêmica. Sua experiência a convenceu de que algo real estava acontecendo com ela e a levou a estudar o assunto mais de perto, na esperança de esclarecer o suficiente para sustentar a terapia que poderia ajudar os outros.

Sendo uma cientista, perguntou-se: Como isso funciona? O que isso está fazendo comigo? “Se queremos que isso se torne uma terapia ou algo oferecido na comunidade, precisamos demonstrar [seus benefícios] cientificamente”.

A pesquisa de Desbordes usa ressonância magnética funcional (FMRI), que registra a atividade cerebral que ocorre durante o exame. Em 2012, ela demonstrou que mudanças na atividade cerebral em indivíduos que aprenderam a meditar mantêm-se firmes mesmo quando não estão meditando.

Desbordes fez exames de antes e depois de sujeitos que aprenderam a meditar ao longo de dois meses. Ela não os examinou enquanto meditavam, mas enquanto eles estavam realizando tarefas diárias.

Os exames ainda detectaram mudanças nos padrões de ativação cerebral dos indivíduos desde o início até o final do estudo. A primeira vez que tal mudança – em uma parte do cérebro chamada amígdala – foi detectada, o que significa uma melhor gestão das emoções.

Na prática, o que você pode esperar

Mindfulness nos coloca no banco do motorista e nos capacita a se comportar de uma maneira consciente. Com a prática repetida de novas atitudes, elas se tornam habituais.

Esse esforço pode não ser fácil. Sempre que vemos mindfulness representado em revistas, a imagem apresentada é de uma pessoa que parece ter acabado de sair do spa e alcançou a iluminação. A verdade é que o treinamento da atenção plena é um trabalho que exige dedicação.

Se nos empenharmos com constância, ganharemos recompensas substanciais. Colocamos um fim aos comportamentos contraproducentes do piloto automático, cultivamos novos hábitos, assumimos o controle de nossas identidades e nos tornamos nossos melhores “eus”.

Para os céticos que ainda veem mindfulness desconfiança, O’Shaughnessy tem uma palavra: “Experimente”. Quando ela se inscreveu para um workshop de mindfulness em 1999, ela disse que também era cética. Mas uma vez que ela percebeu que estava ficando mais calma e menos estressada, ela se convenceu.

Mindfulness é como uma rotina de exercícios para o seu cérebro, é um treinamento de atenção plena. Isso mantém o seu cérebro saudável, e você presente diante as situações diárias da vida.

Quer se aprofundar no tema? Confira a entrevista com a psicóloga Thifanny S. Kutkiewicz sobre o tema.

 

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