A influência da falta de gestão das emoções na produtividade

A influência da falta de gestão das emoções na produtividade

12 de julho de 2019 Sem categoria 0
gestão das emoções e produtividade

Durante o período que estamos no trabalho, preferimos ter um comportamento lógico e assertivo. Contudo, por que nossas emoções interferem no ambiente corporativo?

A verdade é que, somos seres humanos e, portanto, emocionais.

Nesse artigo veremos a ciência por trás das emoções e o impacto que elas promovem no ambiente de trabalho e na nossa produtividade.

Qual a origem das emoções?

Avanços tecnológicos, cada vez mais, aumentaram nossa compreensão sobre o funcionamento do cérebro humano, explicando alguns fatores biológicos ligados aos nossos comportamentos.

Em pesquisas científicas que induzem as pessoas a ter experiências emocionais, os pesquisadores observam imagens do cérebro geradas por Ressonância Magnética em tempo real.

Conforme essas imagens mostram áreas cerebrais em destaque, os cientistas conseguem mapear quais partes do cérebro são ativadas para originar emoções, tomar decisões e gerar ações. Essas informações aumentaram a compreensão de como e por que agimos de determinada forma.

As pesquisas neurológicas revelaram dois fatos fundamentais para entender como as emoções impactam o ambiente de trabalho:

Primeiro, os seres humanos foram feitos para conectar-se entre si. Estamos sempre sintonizados e afetados pelas emoções e ações das pessoas com quem convivemos. Somos biologicamente predeterminados a formar conexões com os outros.

Segundo, porque as nossas emoções são fundamentais para tomar decisões. As imagens cerebrais revelam que as áreas de nosso cérebro que produzem emoções, tomam decisões e empreendem ações são conectadas entre si.

Todos nós somos capazes de reagir quase instantaneamente ao que acontece ao nosso redor, o que explica por que é tão fácil ter uma reação involuntária baseada em emoção. Porém, também somos capazes de fazer uma pausa, de perceber o que estamos sentindo e pensar antes de reagir.

Quando a ciência conseguiu demonstrar a base biológica que conecta as emoções a nossas decisões e relacionamentos, estabeleceu-se o que chamamos de inteligência emocional como um fator vital para o mundo dos negócios.

Como as emoções negativas podem impactar na sua produtividade?

Nosso cérebro é predeterminado para entrar em estado de alerta quando nos deparamos com uma ameaça qualquer, seja real ou imaginária. O medo e a raiva ativam uma reação cerebral do tipo “lutar, fugir ou paralisar”. Essa sensação pode demorar até quatro horas para que o corpo retorne a seu estado normal.

Durante esse período, dependendo da intensidade da emoção, a pessoa afetada não consegue se concentrar totalmente no trabalho, o que reduz sua produtividade.

Quando as pessoas se desestabilizam emocionalmente, sua capacidade cognitiva diminui. Qualquer um que já tenha tido dificuldade de se concentrar depois de contratempos emocionais no trabalho, ou na vida pessoal, podem confirmar esse fato.

A área do cérebro que gera as emoções inunda a região cerebral responsável pelas funções executivas, resultando em prejuízos à atenção, à resolução de problemas e ao acesso à memória.

As habilidades de planejamento e organização diminuem enquanto a pessoa permanece nesse estado. Sua capacidade de concentração desaparece enquanto ela fica distraída, tentando processar suas reações e planejar uma resposta.

O mesmo acontece com a memória de curto prazo, reduzindo a capacidade de reter informações e prejudicando a aprendizagem. Com o tempo, a motivação para aprender novas ideias diminui.

O impacto da falta de gestão das emoções no ambiente de trabalho

A capacidade de autocontrole e empatia do líder tem enorme potencial de impactar a organização.

Se ele não consegue administrar suas próprias emoções, seu comportamento impacta negativamente e diretamente nas emoções da sua equipe.

Empresas que apresentam uma profunda falta de gestão emocional, principalmente das lideranças, também trazem consigo uma alta rotatividade, pois os colaboradores insatisfeitos buscam melhores oportunidades.

Um estresse emocional prolongado no trabalho pode levar, também, à perda de comprometimento com a organização.

Em uma pesquisa, realizada por Christine Pearson e Christine Porath, intitulado “The Cost of Bad Behavior: How Incivility Is Damaging Your Business and What to Do About It” com gerentes e colaboradores de diversas empresas, analisou os efeitos da falta de gestão das emoções por parte das lideranças.

Esses foram alguns dos resultados apresentados, após colaboradores sofrerem grosserias e hostilidades no trabalho:

  • 2/3 dos colaboradores disseram que seu desempenho piorou;
  •  4 em cada 5 passaram algum tempo de trabalho remoendo o incidente desagradável;
  • 63% desperdiçaram tempo evitando o ofensor;
  • Mais de 3/4 dos respondentes disseram que seu comprometimento com a empresa diminuiu;
  • 12% pediram demissão por causa do tratamento recebido.

Em uma época na qual quase todas as funções exigem aprendizagem contínua para permanecerem atualizadas, as consequências de não praticar o autoconhecimento e inteligência emocial nos negócios podem ser devastadoras. Isso acontece especialmente quando se depende de inovação para competir no mercado.

Praticando a Inteligência Emocional

Em todos os momentos do dia, temos reações emocionais de base neurológica – imediatas e inevitáveis – ao que está ao nosso redor. Apesar do que pareça, existem maneiras de controlarmos essas emoções e seus impactos.

Continue acompanhando o blog da Sensis. Em breve apresentaremos dicas práticas para você evitar que as emoções interfiram em sua produtividade. Em caso de dúvidas, entre em contato conosco!

 

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